Insône
Setembro 24, 2007
Pulei da cama às seis da manhã, depois de fritar por horas, com o ímpeto de colocar no papel alguns fantasmas. Meus olhos doem. A ressaca de ontem foi adiada pelo porre de hoje. A de amanhã? Veremos! Tudo permanece em meus devidos vazios. Estou cansado. Os murmúrios da cidade que ressona, acordando, dizem que devo desistir. Novamente, tentar dormir. A única coisa que me conforta são os livros em minha cabeceira. Sempre eles.
Escrevo sem a certeza de onde vou, como que caminhando em madrugada desconhecida, como sempre e em vão desejei que as madrugadas fossem. Por que as noites acabam? Poderia entrar no primeiro bar e buscar algum rumo pra essa história. Esqueça, o sol está tomando conta deste lado do mundo. Um lado ao qual não pertenço. Aqui nunca consegui achar sentido.
Só fica a certeza de que o degredo, paradoxalmente, me torna vulerável e me fortalece.
Hoje não existo. Até a próxima noite chegar.
pois é, Salles… senti cada linha do texto, pois é assim que me sinto às vezes. tem outra coisa que acontece também, o contrário, que é quando existe história e estamos sem vontade de escrevê-la… lembro uma coisa que li do Mirisola, ele dizia que tinha idéias tão fortes quanto as de Dostoiévski, mas que faltava saco para escrever os diálogos…
é isso, abraçao.
até.
saulo (duda bandit)
É, amigo. É sempre inútil puxar o santo pelo pé.
Abraço grande.